sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Hoje saía da faculdade, ao descer o escadario de pedra, reparo no horizonte, não muito alargado por causa da cidade, mas ainda assim vasto...
Um vermelho contrastava com o azul do céu, até se tornarem numa só cor. E estranhamente, apesar de me encontrar na Invicta, dentro do seu moviemento, na hora de ponta, e com uma estrada a poucos metros, reinava um silêncio enorme, tipico Burganense...

Porque se calhar esse silêncio não existia, ou mesmo o tal vermelho ofuscante era apenas um rosa descolorado, mas apenas esteva na minha cabeça, ligado á paisagem do Campo do Linho num fim de tarde;
E estava assim parado á saída de mais um dia de trabalho, e compreendi, que os nossos dias, mesmo que sejam passados num local desconhecido, ou fora do nosso meio, são e têm sempre os pequenos pormenores que nos ligam ao nosso espaço e á nossa altura...
E são estes mementos de um dia no alheio, que nos reconfortam quando estamos longe...

1 comentário:

Leonor e Rita disse...

O texto está magnífico. Assério, estou orgulhosa de ter um primo que escreve tão bem!
A isto apenas tenho a acrescentar: tens razão.
Onde quer que estejamos há sempre um pedaço da nossa casa conosco...

buttercup**