terça-feira, 17 de abril de 2007

Mente Escrita....

E se de repente resolvesse mandar o mundo dar uma volta e virar-lhe as costas?

Pegar na bicicleta e andar sem rumo algum em direcção ao infinito, onde aceitamos qualquer coisa que nos aparareça pela frente, andar o tempo que nos apetece, para onde nos apetece, e não pensar no cansativo regresso, que muitas vezes é cansativo e doloroso, esse regresso á realidade; e pensar que esses momentos em que o nosso objectivo da vida se resume a subir a próxima ladeira, ou simplesmente sobreviver á descida que se avizinha, sem que importe se o nosso mundo acaba ali mesmo, ou apenas anos depois!!

Sozinho, ou com uma boa companhia, andar pelo desconhecido que é o caminho da vida, descobrir os seus segredos e as suas forças e fraquezas.

Aproveitar um dia como se fosse o último, e não me preocupar com o dia que vem a seguir, porque até pode nem chegar, mas também não faz mal, porque este dia que vivemos, será como se fosse o último, portanto se for o último foi bem aproveitado...

Viver a vida sem um rumo, sem um objectivo que nos guie, andar ao sabor de cada segundo que passa, onde as pessoas que se cruzam no nosso caminho são como um íman que tanto nos pode atrair para o seu rumo, como nos pode atirar na direcção oposta!
Altura essa, em que nos puxam ou repelem e sentimos a nossa vida presa de uma ou outra maneira a essa força atractiva ou repulsora que nos pode dar uma volta de 360º á vida!

Mas...

E se afinal, o nosso objectivo, ou um dos nossos objectivos da vida é precisamente encontrar esse alguém que nos prende dessa maneira estranha, e cuja influência conseguimos sentir bem antes de a vermos?

Bem, aí, basicamente entregamos todo o nosso mundo a essa força, de tal maneira que se quisermos sair de novo para seguir rumo a outra força já não possuimos energia que chegue! Até que chegue outra força bem maior que nos faça saltar de repente!!

Mas como afinal de contas adoptamos a filosofia de "carpe diem", e vivemos todos os dias como se fosse o último, então essa desfraça não importa, porque antes dela, vivemos um e outro "último dia" que nos pode fazer sobreviver até que a próxima força chegue e nos tire do buraco onde nos enfiamos ou onde caímos...

Sim, porque essa outra força acaba sempre por chegar, nem que esteja dentro de nós, só que apenas bloqueada...

A isto se pode resumir a vida, vaguear pelo mundo sem um objectivo, que não seja encontrar alguém que faça sentido ao último dia, saltando entre as forças que nos mudam e que nos passam parte do seu potencial, ou então tiram o nosso...

E nada melhor que procurar essa força visível á distância, encontrá-la, e andar sobre a sua influência, vivendo cada dia após o outro, na esperança de que ela nos detenha dia após dia...

Mente escrita,
elaborada sob as estrelas, e sob a influência da maior força existente: todo o Universo por cima da minha cabeça...............................

3 comentários:

Leonor e Rita disse...

Na minha opinião, este é um dos melhores posts que já escreveste. Muito bom! ***
*Blossom*

Leonor e Rita disse...

a buttercup concorda...alias, eu concordo que isto de falar na terceira pessoa é fatela.
E digo +: TU JÁ ACTUALIZAVAS ISTO PAH!
tenho dito:p

Nocas(aka buttercup)**

Anónimo disse...

Também gostei, filosófico, com uma pontinha de cepticismo, outra de insensata vontade de viver, enfim, gostei. Vais longe. meu rapaz!