sexta-feira, 6 de junho de 2008

Dúvidas existênciais (desenvolvimento a decorrer)

"As dúvidas precistem, mas com exames á porta nada mais me resta que adiar estes problemas até ás férias...
Até lá, esperamos..."

Este foi um rascunho que fiz á cerca de ano e meio...
Andava numa altura da vida bastante dificil, foi um ano académico que não correu nada bem, tendo sido o balanço de 2 cadeiras feitas...

Agora, e outra vez no ínicio da época de exames surgem outra vez as dúvidas, algumas iguais ás da altura, e outras novas. Enfim, um reboliço de ideias e pensamentos que necessitam da opinião de alguém...
Uma das dúvidas que me assombrava na altura tinha a ver com pontes, edificios e obras, que num futuro pensado viria a construir, ou melhor, se as queria construir, não sabia se o meu "destino" seria contribuir para o crescimento da nossa civilização, e ainda agora a dúvida preciste!!
No secundário tive um professor, que certa aula se virou para mim e me disse "tu tens cara de engenheiro" e eu, como já tinha 2 engenheiros recem formados na família deixei-me guiar pelos genes e por aquela frase, e agora aqui estou, na FEUP, a tentar tirar o canudo daquela porcaria, a ver se um dia terei uma ponte, um prédio, ou pelo menos a minha casa com o meu nome no projecto.

A questão é: não me vejo lá muito a fazer esse tipo de coisas.

As pessoas que me conhecem minimamente e com quem tenho grande convivência ouvem-me falar do curso sem grande entusiasmo, e rapidamente, qualquer conversa, ou vai para viagens, Marrocos, mecânica, avarias, "competências" mecânicas, relações pessoais e etc... E a minha profissão futura fica sempre sem tempo de conversa. E não é por não haver tempo para desenvolver o assunto, simplesmente não me apetece tocar ai, por muito bem que esteja a correr o semestre presente...

Para quem ainda não percebeu onde eu quero chegar com esta conversa toda até agora, basicamente o que eu estou a tentar dizer é que, passados 4 anos á volta de livros com integrais, a determinar as resistências de vigas, ou a analisar os caudais de condutas virtuais, eu ainda não sei se "o que quero ser quando for grande" é ser engenheiro!

Muito mais fácilmente pego no jipe, e vou para fora de estrada explorar caminhos, com quem estiver naquele dia, do que ir ver um edifico qualquer em construção! Sinto muito melhor no meio das pedras e terra do que no meio do cimentos, e quando saio do alcatrão parece que se apudera de mim uma saudade e uma nostalgia incriveis, parece que todos os pensamentos se organizam quando ouço as rodas a pisar o cascalho, nada mais que uma boa companhia, uma vista espectacular e o silêncio á volta!
É como se tudo o resto se pusesse numa ordem impossível de se manter na azáfama do dia-a-dia...

Desculpem o atrevimento, mas não me vêm mais a organizar viagens aos desertos do mundo, ou a andar perdido no monte em cima de 4 rodas??
Acordar e entrar dentro do jipe para só parar á noite?
Ou mesmo a ter uma empresa de turismo fora das cidades e andar a descobrir os montes que restam em redor das metrópoles??
E a volta ao mundo??
E fazer África de cima a baixo??
E o Transtirso? Que é um legado familiar??
E dar a conhecer as paisagens que descobri até hoje ás pessoas que não sabem que exisem??
Ensinar ás pessoas a beleza, simplicidade, e singularidade de cada lugar??
Acho que são coisas que se adequam muito mais á minha pessoa, e mesmo que seja preciso fazê-lo num veiculo elétrico!! (vai haver pessoas que se lêm isto me crucificam...)

A quem já falei disto tudo, agradeço por me terem ouvido, e aos outros agradeço por terem tido a paciência de lerem este texto...
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